// Oricana - Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Orindiuva
Competição entre áreas agrícola e industrial acarreta prejuízo à empresa

Unidades sucroenergéticas que conseguem romper a fronteira entre as áreas agrícola e industrial têm cana com melhor qualidade


A falta de união ou até competição entre as áreas agrícola e industrial no setor sucroenergético são fatores históricos e que acarretam prejuízo para as empresas. Este foi um dos temas debatidos no seminário do “Conecta Cana”, um evento promovido pela Bayer que reuniu, em Indaiatuba, SP, profissionais das áreas agrícola e industrial para debaterem formas sustentáveis de impulsionar a eficiência do sistema de produção agroindustrial canavieiro.

 

Entre o público presente, destacaram-se produtores e representantes de usinas que juntos representam mais de 40% da cana moída no Centro-Sul e comercializam açúcar e etanol em mais de 90 países. O evento contou ainda com cientistas de importantes universidades brasileiras.

 

A professora da UNESP-Jaboticabal, Márcia Mutton, debateu sobre a qualidade da matéria-prima e seu reflexo no processamento industrial. Para a pesquisadora, produzir com qualidade deve envolver compromisso dos dois segmentos. “As áreas agrícola e industrial estão sempre divorciadas. No entanto, para que a construção da qualidade da cana não seja lenta e ineficaz, elas devem trabalhar em conjunto.”

 

A São Martinho, de Pradópolis, SP, a maior unidade sucroenergética do mundo se encaixa perfeitamente nesse perfil desejado por Márcia. “Conseguimos romper e derrubar a fronteira que existia entre as áreas agrícola e industrial. Elas passaram a trabalhar unidas buscando ganhos na eficiência agroindustrial da companhia”, informa Mário Gandini, diretor agroindustrial da São Martinho, em sua participação no “Conecta Cana”.

 

 Segundo ele, até mesmo treinamentos e simulações com equipes industriais colhendo e transportando cana e com colaboradores da agrícola fabricando açúcar e etanol foram realizados. “Acredito que nosso maior investimento foi em pessoas. Mas, o trabalho nunca termina.”

 

A usina Colorado, localizada em Guaíra, SP é outro exemplo que a integração entre as áreas para elevar a qualidade da cana-de-açúcar. Paulo Carvalho, coordenador de controle e qualidade de matéria-prima da companhia, participou do “Conecta Cana” e contou que, desde a década de 1980, o Grupo Colorado aposta na interação entre as áreas agrícola e industrial para elevar a qualidade da matéria-prima e, consequentemente, do produto final.

 

Fonte: Canaonline