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MS decreta situação de emergência após 1 milhão de hectares de vegetação serem destruídos por queimadas

Decreto já foi assinado e será publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial. Objetivo é ter agilidade em compras e contratação de serviços e apoio do governo federal.

 

 

 

O governo de Mato Grosso do Sul decretou nesta quarta-feira (11), por 180 dias, situação de emergência em razão do grande número de queimadas no estado, principalmente na região do Pantanal. O texto deve ser publicado na edição desta quinta-feira (12) do Diário Oficial.

 

Com o decreto o governo do estado pode comprar produtos e contratar serviços para o combate às queimadas sem licitação, além de se habilitar para receber auxílio do governo federal em termos de recursos, máquinas e equipamentos, até mesmo das organizações militares.

 

O governo decidiu decretar emergência após uma reunião realizada nesta terça-feira (10), entre sua equipe técnica e a do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os técnicos avaliaram a gravidade do problema por conta da estiagem prolongada e da expectativa de falta de chuva para os próximos 15 dias.

 

“Nós tomamos a decisão ontem, foi técnica, em função de nos últimos dois dias registrarmos um aumento significativo dos focos de incêndio em Mato Grosso do Sul. As nossas equipes do Ibama, do Prevfogo, dos bombeiros, da PMA [Polícia Militar Ambiental] e toda a estrutura do governo já está trabalhando nos focos atuais”, explicou o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.

 

Ele comentou que a medida também tem um caráter preventivo. “Nós temos uma sinalização para os próximos dias de seca intensa, com risco elevado na questão do incêndio. Então nós tomamos a decisão. Com isso, ampliamos as equipes, ampliamos o apoio junto ao governo federal. Nós já enviamos isso ao governo federal na manhã de hoje. Então a ideia é que a gente consiga mais equipamento, mais estrutura e alertar a todos."

 

Verruck lembrou que o estado tem uma resolução que está proibindo qualquer tipo de queimada, seja controlada ou não. “É importante essa ação conjunta de todos os órgãos, para que a gente possa tomar decisões mais rápidas, exatamente para fazer o combate ao incêndio."

 

O secretário diz que espera um apoio do governo federal as ações contra as queimadas já nos próximos dias. “Já mandamos o decreto e todos os nossos relatórios para o Ministério da Integração. Esperamos que amanhã já tenhamos apoio de aeronaves, de liberação de parte da logística do Exército, não é nem a questão de homens, e da logística para nos apoiar, para que a gente tenha imediatamente. Esperamos que até sexta-feira já estejamos trabalhando de uma forma conjunta, principalmente olhando a prevenção no médio e longo prazo".

 

Nesta quarta-feira, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do estado, coronel Joilson do Amaral, está sobrevoando pelo menos 10 áreas da região do Pantanal para verificar a extensão dos incêndios.

 

Situação crítica

 

Nesta quarta-feira (11), o governo divulgou relatório da Sala de Situação Integrada, da Coordenadoria de Defesa Civil de Mato Grosso do Sul (Cedec-MS), e aponta que mais de 1 milhão de hectares de vegetação foi destruído por queimados, entre 1º de agosto a 9 de setembro deste ano. Os focos de calor continuam intensos, devido à prolongada estiagem, com maior concentração no Pantanal e na Serra da Bodoquena.

 

O relatório ressalta ainda que não há previsão de chuva nos próximos 15 dias, ressaltando a situação de emergência em algumas regiões.

 

Fonte: Anderson Viegas e Osvaldo Nóbrega, G1 MS e TV Morena