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O agro do Brasil vai continuar incomodando muita gente, diz ministra

Durante evento, Tereza Cristina afirmou que Bolsonaro é um parceiro incondicional do setor e citou ainda assuntos como seguro rural e recursos do Moderfrota

 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou na manhã desta segunda-feira, dia 11, que a agropecuária brasileira vai continuar incomodando muitos países. Durante a abertura da Expodireto Cotrijal, feira que acontece em Não-Me-Toque (RS), ela ressaltou que o setor possui grandes desafios pela frente, mas que todos serão vencidos. “Não tem páreo para nós no mundo”, ressaltou.

 

A representante da pasta comentou durante o evento que, com a organização que a agricultura tem atualmente, o Brasil vai continuar incomodando muita gente.

 

“Nós estamos sofrendo uma perseguição do mundo lá fora porque incomodamos muito. Vamos continuar incomodando muita gente, não há Estados Unidos, China ou Mercosul, porque nós estamos juntos produzindo e precisamos produzir cada vez mais barato e com competitividade.”

 

Apoio de Bolsonaro

 

A ministra comentou sobre a parceria que o presidente da República, Jair Bolsonaro, está tendo com a agropecuária. Segundo ela, Bolsonaro não está medindo esforços para ajudar o setor em momentos de discussões importantes. “Ele é nosso parceiro incondicional, tem sido em todas as ações que tivemos desde a transição até agora”, disse.

 

Seguro rural e Moderfrota

 

O seguro rural também foi um dos pontos levantados pela ministra durante breve discurso. Ela afirmou que o assunto é um ponto fundamental e que o seguro precisa atingir o maior número de pessoas.

 

“Nós precisamos de um seguro que atinja o maior número possível de produtores, assim conseguiremos baixar os spreads bancários e baixar os juros. Assim tiramos os sócios ocultos do custo do agricultor brasileiro.”

 

Outro ponto ressaltado foi o desafio conseguir recursos para o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) antes do anúncio do Plano Safra 2019/2020. O programa sofre com falta de dinheiro e alguns produtores rurais podem, inclusive, ficar sem conseguir comprar máquinas agrícolas.

 

“Você já tem uma missão, a de arrumar dinheiro para o Modrefrota, R$ 3,5 bilhões antes do Plano Safra, esse é um pedido do segmento”, disse ao secretário adjunto de Política Agrícola, José Ângelo Mazzillo Júnior.

 

Vice-presidente

 

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, também exaltou a agricultura como base da sociedade. “Está fundamentada na nossa capacidade de produzir com cada vez mais qualidade e tecnologia e menos comprometimento do meio ambiente”, disse.

 

 

Assim como a ministra, o general Mourão ressaltou o comprometimento do governo com o setor produtivo, que responde por grande parte do Produto Interno Bruno (PIB). “Aqui, no nosso Rio Grande do Sul, o PIB corresponde por 40% dele”, afirmou o vice-presidente, que é gaúcho.

 

Em sua fala, ele destacou que grande parte dos produtores brasileiros não tem acesso à tecnologia e informação. “A Embrapa precisa voltar a apoiar os nossos homens e mulheres do campo”, declarou.

 

Por Francielle Bertolacini e José Florentino, de São Paulo/brasil agro.